segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dessa vez é diferente. Finalmente a menininha cresceu. Ela não deixará que nenhum idiota roube seu ar, seu chão e te faça perder o controle. Ela sofreu tanto, mas tanto, que acabou endurecendo. Ela já nem se preocupa em sorrir para esconder a dor, porque a dor, se foi. Secou, junto com os olhos cansados de tanto chorar. Ela vive distante, tão longe de tudo, e tão perto do seu próprio mundo que chega a dar medo. Ela tem um segredo no olhar, protegido a sete chaves. Os poucos sorrisos que ela dá durante o dia me parecem verdadeiros. Eu acho, de verdade, que ela cansou de procurar um amor, e até mesmo motivos para não amar. O coração dela tomou rumos mais inteligentes e dentro dela cresceu um amor de dar inveja. Um amor tão grande que chega a encher os olhos da gente, atravessar a alma. Mas não é o tipo de amor que todos estão acostumados a enxergar em uma adolescente confusa e impulsiva. É um amor diferente, que ela chama de “amor-próprio”, meio egoísta, mas devo admitir, continua sendo lindo.

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